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Odontologia
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Dra. Maria de Lourdes Rabelo Guimarães

Especialista em Dentística Restauradora – UFMG - 1996

Especialista em Odontologia do Trabalho – CIODONTO - 2008

Pós-graduada em Gerontologia – FUMEC - 1997

Dentista do Sono Certificada pela Associação Brasileira de Sono 

Membro da Associação Brasileira do Sono (ABS).

Membro da World Association of Sleep Medicine (WASM)

Idealizadora da Placa Lateroprotrusiva (PLP), aplicada com sucesso no tratamento de ronco e apneia obstrutiva do sono.

Integrante, desde 2003, de Programas de Medicina do Sono adotados por empresas de variados segmentos com o objetivo de reduzir o risco de acidentes do trabalho e melhorar a qualidade de vida do trabalhador.

Coordenadora do Curso de Atualização em Odontologia do Sono, oferecido pela Ciodonto-BH em parceria com a Estação Ensino, e palestrante em Congressos, Seminários, Ciclos de Debates e SIPATs.

Responsável técnica da RESTAURAR ODONTOLOGIA E TERAPIA DO SONO
O dentista e o bom sono
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O sono influencia as condições físicas, psicológicas e sociais do ser humano. Por essa razão, qualquer interferência na qualidade ou quantidade de sono pode trazer grandes repercussões na vida das pessoas. Na última década, mudanças econômicas, demográficas e tecnológicas têm alterado, consideravelmente, os horários de trabalho diurno e noturno. As alterações no padrão de sono daí decorrentes podem levar à sonolência e contribuir, significativamente, para a ocorrência de falhas humanas e para o aumento do risco de haver acidentes nos locais de trabalho. Por isso mesmo, várias empresas têm investido em programas de medicina do sono. O intuito é melhorar a qualidade de vida dos empregados, diminuir os índices de acidentes e, com isso, garantir o nível de participação e aceitação de seus serviços e/ou produtos no mercado.


 Focadas na qualidade de vida e no desempenho profissional de seus empregados, muitas empresas brasileiras voltam a atenção para os problemas relacionados à sonolência excessiva diurna. Investem em programas oferecendo ao seu pessoal serviços de diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sono; procuram adequar o ambiente de trabalho às necessidades do quadro funcional; abrem canais confiáveis e capazes de fornecer aos seus colaboradores informações relativas ao sono e suas disfunções. Em tais programas o dentista do sono é um importante profissional que faz parte da equipe que trata dos trabalhadores acometidos dos distúrbios respiratórios do sono.


 A apneia obstrutiva do sono, por exemplo, é um distúrbio que ocorre quando a língua e o palato mole do indivíduo caem sobre a parte de trás da garganta, bloqueando a via aérea e restringindo o fluxo de oxigênio para os pulmões. Esse episódio pode ocorrer várias vezes durante o sono fazendo o indivíduo acordar. A combinação de baixos níveis de oxigênio e a fragmentação do sono é a maior causa dos malefícios que o paciente com apneia do sono sofre.


 É importante ressaltar que dentre os principais distúrbios do sono catalogados pelas organizações internacionais de saúde, a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) tem maior repercussão sobre a vida laborativa e social das pessoas. A hipersonolência é um dos sinais clínicos mais evidentes da SAOS e, muitas vezes, torna as pessoas incapazes de ter uma vida normal. O risco de acontecer acidente automobilístico ou de trabalho é de quatro a sete vezes maior nos indivíduos com apneia obstrutiva do sono.


 Mas, além de estar atentos a distúrbios, é essencial que as empresas busquem dentistas com uma formação específica voltada para o tratamento de pacientes com transtornos respiratórios do sono. O profissional deve estar apto a identificar a síndrome e tornar-se efetivo membro da equipe multidisciplinar que tratará essa desordem, conhecendo a patofisiologia, o diagnóstico diferencial e alternativas terapêuticas para a SAOS. É a atuação eficiente desse profissional que garante o sucesso do programa de sono da empresa e a melhoria na saúde, segurança e qualidade de vida de seus colaboradores.


Dra. Maria de Lourdes Rabelo Guimarães
Coordenadora do curso de odontologia do sono da Estação Ensino – Faculdade Ciodonto BH
(Matéria publicada no Estado de Minas de 27/09/2011, Seção Opinião, p. 11)

Certificação em Odontologia do Sono pela Associação Brasileira de Sono
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No Congresso Brasileiro do Sono de 2011, acontecido nos dias 12 a 15 de novembro em Belo Horizonte, foi realizada a primeira prova para certificação de dentistas na área da Odontologia do Sono pela Associação Brasileira do Sono (ABS). 

A Dra. Maria de Lourdes Rabelo Guimarães, responsável técnica da RESTAURAR, participou das provas e foi aprovada, recebendo a certificação da ABS.

A Odontologia e a prevenção de acidentes
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Matéria publicada no Jornal Hoje em Dia dia 10/12/2011 - pág. 12 Opinião

Dirigir é uma atividade sedentária. Na estrada por semanas a fio, com os tipos de dietas que fazem nutricionistas apopléticos, os motoristas profissionais do país estão em péssimo estado. Depois de um dia preso na cabine, parando apenas para devorar comida gordurosa, quem poderia pensar em fazer dieta e um programa de exercícios físicos?

É comum entre esses profissionais obesidade, hipertensão e apneia do sono. Um relatório de 2007 da Federal Motor Carrier Safety Administration, nos EUA, descobriu que 87% dos acidentes envolvendo caminhoneiros resultou em algum grau de erro de direção. Doze por cento destes casos foram porque o motorista estava dormindo, teve um ataque cardíaco, estava em choque diabético ou tinha algum outro problema de saúde.

As estimativas brasileiras mostram que tanto o ronco quanto a apneia do sono são frequentes entre trabalhadores de turno e motoristas profissionais. Eduardo Santos e colaboradores, em 2004, avaliaram sono diurno e noturno e a presença de sonolência em motoristas trabalhadores de turno de empresa de ônibus interestadual. Verificaram que distúrbio respiratório de sono foi um achado comum entre esses profissionais (38% de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono - SAOS).

Em 2000, um estudo realizado em São Paulo pela UNIFESP, verificou que 16% dos motoristas trabalhadores de turno admitiram abertamente ter cochilado ao volante, entretanto quando esses condutores foram perguntados sobre se eles tinham conhecimento de cochilo ao volante entre os seus colegas, o número aumentou para 58%. Sedentarismo, alimentação inadequada, excessos de carga de trabalho e distúrbio respiratório do sono são algumas das causas apontadas pelos estudos como fatores agravantes desse estado.

Essas condições não acontecem apenas entre motoristas profissionais. Trabalhadores de outras categorias também estão em risco de acidentes causados pela apneia do sono. Em 2000, na Suécia, pesquisadores relataram que a identificação e o tratamento de ronco e SAOS em trabalhadores poderia, potencialmente, reduzir o número de injúrias ocupacionais, além de melhorar a saúde e o bem estar desses profissionais. No Canadá outro estudo realizado por Mulgrew em 2007 constatou que o desempenho no trabalho torna-se prejudicado pela sonolência diurna nos pacientes com SAOS. Além disso, recomendaram que a detecção de desordem respiratória no ambiente de trabalho ajudaria a diminuir o absenteísmo e melhoraria a produtividade.

Embora a preocupação com a saúde dos trabalhadores seja certamente importante na busca por iniciativas de bem-estar, a economia também desempenha um papel. As indústrias de qualquer natureza estão às voltas com taxas altíssimas de seguro e aumento de custos médicos, além de queda na produtividade e prejuízos por máquinas paradas e desempenho prejudicado.

Muitas indústrias de variados seguimentos já possuem programas de Medicina do Sono com equipes multidisciplinares compostas por médicos de sono e de outras especialidades, nutricionistas, dentistas e fisioterapeutas. E já colhem os frutos desse trabalho conjunto, com diminuição dos acidentes e incidentes, a melhoria da saúde e qualidade de vida e, claro, repercussões financeiras positivas.

A Odontologia tem tido importante papel nos programas de Medicina do Sono dessas empresas. Há menos de 50 anos, a Odontologia tinha como meta a extração. Depois investiu em procedimentos curativos e, posteriormente preocupou-se com a prevenção. No século XXI, saúde bucal não se restringe apenas a concepção de dentes preservados, mas, sim, qualidade de vida. Nesse contexto surgem diversas especialidades ou áreas de atuação, como por exemplo, Odontogeriatria, Implantodontia, Laserterapia, Odontologia do Trabalho e Odontologia do Sono.

Tratando dos roncadores e apneicos com os aparelhos intraorais, dentistas especializados na área do sono tem demonstrado cada vez mais as evidências dessa terapia que é simples, cômoda e acessível para as pessoas. Como reconhecimento desse trabalho, no último Congresso Brasileiro de Sono, ocorrido em novembro de 2011, em BH, a Associação Brasileira de Sono certificou 30 dentistas de todo o país, que prestaram prova teórica e prática para a obtenção dessa declaração formal de credibilidade.

São os dentistas ajudando o Brasil a dormir melhor. Quem imaginaria isso há 50 anos atrás?

Maria de Lourdes Rabelo Guimarães – Coordenadora de Pós em Odontologia do Sono pela Faculdade Ciodonto/Estação Ensino. É Dentista do Sono e do Trabalho

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Sistema PLP e prevenção de acidentes por sonolência
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